Sobre o Renascimento

Renascimento, renascença, são os termos usados para identificar o período da História da Europa aproximadamente entre fins do século XIV e o fim do século XVII.

Claro, por nenhuma surpresa, alguns estudiosos não chegaram a um consenso sobre essa cronologia, havendo variações consideráveis nas datas conforme o autor.

Seja como for, tal movimento, que perdurou do século XIII ao XVII, surgiu com a crise do feudalismo, que desencadeou um novo modo de viver, principalmente na Europa. Seu início se deu na Itália, onde se desenvolveram grandes mudanças na arte, na filosofia, na literatura, na religião e na política, que posteriormente se estenderam para Alemanha, Inglaterra, Países Baixos, Portugal e Espanha.

O Renascimento ganhou o termo”Renascimento” em virtude da redescoberta e revalorização das referências culturais da antiguidade clássica, que nortearam as mudanças deste período em direção a um ideal humanista e naturalista.

Criação do homem, obra de Michelangelo no Renascimento.

O homem vitruviano de Leonardo da Vinci sintetiza o ideário renascentista: humanista e clássico.

Um dos principais aspectos do período é o Humanismo, pensamento em que o homem começa a ser valorizado, e que gera o antropocentrismo, ou seja, o homem no centro de tudo, ao contrário do que existia anteriormente, na Idade Média, o teocentrismo, com a Igreja no centro. Essa ideologia surgiu principalmente com as conquistas das Grandes Navegações, que tornavam os homens confiantes em busca de novas descobertas e minimizava o poder da Igreja. Entretanto, sua influência ainda era grandiosa.

O termo foi registrado pela primeira vez por Giorgio Vasari já no século XVI, mas a noção de Renascimento como hoje o entendemos surgiu a partir da publicação do livro de Jacob Burckhardt A Cultura do Renascimento na Itália (1867), onde ele definia o período como uma época de “descoberta do mundo e do homem”.

 

O Renascimento cultural manifestou-se primeiro na região italiana da Toscana, tendo como principais centros as cidades de Florença e Siena, de onde se difundiu para o resto da península Itálica e depois para praticamente todos os países da Europa Ocidental, impulsionado pelo desenvolvimento da imprensa por Johannes Gutenberg. A Itália permaneceu sempre como o local onde o movimento apresentou maior expressão, porém manifestações renascentistas de grande importância também ocorreram na Inglaterra, Alemanha, Países Baixos, Portugal e Espanha. Alguns críticos, porém, consideram, por várias razões, que o termo “Renascimento” deve ficar circunscrito à cultura italiana desse período, e que a difusão europeia dos ideais clássicos italianos pertence com mais propriedade à esfera do maneirismo. Além disso, estudos realizados nas últimas décadas têm revisado uma quantidade de opiniões historicamente consagradas a respeito deste período, considerando-as insubstanciais ou estereotipadas, e vendo o Renascimento como uma fase muito mais complexa, contraditória e imprevisível do que se supôs ao longo de gerações.

Livro Auto da barca do Inferno

Na literatura e teatro humanistas, surgiram os autos e as farsas, peças que faziam grandes críticas com ironia a determinados personagens da sociedade, em que o nome de maior destaque é Gil Vicente, que escreveu “O Auto da Barca do Inferno” e “A Farsa de Inês Pereira”, entre outros.

Nas outras artes, há uma grande valorização da Antiguidade Clássica, base para os estudos e criações dos artistas da época. Na pintura, a maior transformação foi o uso da perspectiva, que permitia aos artistas a criação de obras com profundidade e volume, ou seja, podendo mostrar o objeto ou espaço com as formas e proporções exatas.

Livro: A Farsa de Inês Pereira

Se destacaramm Leonardo da Vinci, Giotto, Botticelli, Rafael, Michelangelo, Donatello, entre outros.

Na escultura, também hpuve grande valorização da proporção, expressão e ideais de beleza helenísticos, o que foi claramente visto nas obras de Michelangelo, como por exemplo em “Davi”.

Na arquitetura, a razão e a proporção geométricas foram a base de todas as construções e a perspectiva foi responsável pela composição exata. As igrejas se transformaram totalmente em relação às góticas e românicas anteriores, e uma das principais obras do período foi a cúpula de Santa Maria del Fiore, feita por Filippo Brunelleschi.

Renascimento: Quando a arte morreu?

O uso do termo Renascimento é muito controverso. Sem dúvida, a genialidade de Leonardo, Rafael e Michelangelo é impressionante, mas antes deles a arte e a ciência não estavam mortas.

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A expressão desses gênios marca, na realidade, o apogeu de um processo de transformações culturais, sociais e econômicas que se iniciou séculos antes, ainda na Idade Média, quando mercadores, artistas e pensadores já apontavam suas lunetas e pincéis em direção ao mundo moderno.

E para compreender melhor a sociedade do Renascimento e o que está se estruturando sob novas bases econômicas é bom você assista um filme que tem como um dos temas o próprio Renascimento.

 

Fontes:

Dicionário Informal

Wikipédia

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